"Ao contrário do livro, a escola não é mágica. É uma instituição complexa porque reflete toda a complexidade da evolução humana em sua cultura, seus fracassos e sucessos. Como todo organismo complexo, não há como mudar de uma hora pra outra. A menos que todos os seus membros se conscientizem efetivamente da necessidade desta mudança."
Blogagem coletiva - blogueiros refletindo em torno de um assunto e um objetivo comum.
A idéia surgiu no grupo Blogs Educativos, partindo do Robson, do Caldeirão que coloca questões de grande relevância no momento da escola atual. O Sérgio Lima, postou uma resposta excelente que você NÃO PODE deixar de ler AQUI!
Sinceramente, estou sem palavras porque o Sérgio acertou mesmo na mosca.
Concordo completamente com o excesso de blá, blá, blá. Em todas as áreas relacionadas a Educação, mil teorias são discutidas, milhares de cursos, sejam as antigas reciclagens (como odeio esta palavra- agora diretamente relacionada ao lixo...) ou os cursinhos da chamada formação continuada. Aprende-se Piaget, Vigotsky, lê-se Paulo Freire. Professores mais "conectados" que se iniciam nas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) podem assistir vídeos como este:
http://www.youtube.com/watch?v=bPVweGFj_q8
Então, o que acontece? Por que parece que nada muda?
Por que continuamos com absurdos de laboratórios fechados em escolas porque falta professor de informática?
Por que a tecnologia assusta ao ponto de conhecer professores que tem computador em casa e pedem aos seus filhos que "mexam para eles"?
Por que a teoria não muda a prática?
Por falar em teoria, estudando Antropologia para minha graduação, deparei-me com a afirmativa de Morin, que nos diz resumidamente:
A cultura é o resultado evolutivo da complexidade dos modos de relação e comunicação.
O Homem é um ser inacabado, ao mesmo tempo condicionado pela situação em que vive e está aberto a todas as possibilidades, sujeito ao aperfeiçoamento.
Educar é uma relação extremamente complexa, mesmo a educação que lidamos em casa e principalmente a educação formal e institucionalizada da escola.
Cada profissional da educação tem que repensar dia a dia sua prática. A escola, como instituição precisa abrir seu espaço. Uma colega me disse: quando as mentes de um grupo se abrem, as paredes do espaço em que ocupam mudam de cor. Essa é a nova pintura de que as escolas precisam!
Crises enfrentadas de forma criativa, significam pontos de reorganização e melhoria. É preciso que os alunos reconheçam que a escola é um lugar essencial para a realização humana em toda sua complexidade.
Um trabalho didático que leve em conta a cultura em que a escola se insere, o tipo de vida dos alunos, e a visão de mundo que eles possuem neste contexto.
Trata-se de uma mudança de postura. De dentro para fora. Não basta repetir discursos. Pode-se começar amanhã, ao entrar em sala de aula e olhar no olho do aluno. Pode-se escolher apenas um. Talvez aquele que dê "mais trabalho".
Não se trata de fazer o que eles querem, falar só sobre o que lhes interessa, mas de partir daí. Talvez seja um bom começo de ruptura, de reorganização.
A Escola forma para o Futuro ou para o passado?
terça-feira, 21 de abril de 2009 Postado por Jenny Horta às 10:22:00 PM | Marcadores: blogagem coletiva futuro escolaPreconceito, emoção, mídia e marketing...
sexta-feira, 17 de abril de 2009 Postado por Jenny Horta às 9:51:00 PM | Marcadores: preconceito Susan BoyleA semana nos trouxe o que muitos chamaram de "nova Musa da Web" - Susan Boyle - sucesso absoluto nos acessos ao YouTube. Como todo mundo, assisti ao vídeo. E o que senti foi exatamente o que ocorreu. Logo no início, pensei: ela vai arrebentar, deve ter um vozeirão! Não deu outra.
Quanto a reação dos demais, somos sempre assim mesmo. Ao menos reconhecemos nossas falhas.
O que mais me incomodou foi minha reação totalmente diversa das demais pessoas que comentaram comigo sobre o vídeo. Já me emocionei muito mais com vários outros vídeos...
Será que sou mais ou menos preconceituosa que os demais??
Será que hoje, estou menos sensível??
E os mais céticos que podem dizer: aquilo era playback?
Senti sim, uma grande felicidade por ela, pelo dom que ela tem e espero que realize seu sonho, não o desperdice. Rosto e corpo bonitos, juventude e até mesmo a firmeza da voz se vão com o tempo...a fama também. Um dia, a mídia enjoa.
Quem conhece o grande cantor Nelson Ned? Independente do estilo, dono de uma grande voz, de um respeitável repertório e discografia...
Lembrei-me dele...(minha avó era sua fã) e pesquisei algo...onde andará?
Ironicamente, a notícia mais recente sobre ele data de outubro de 2008
Neste link
Se algum visitante deste meu humilde espaço tiver notícias mais atuais sobre ele, pode comentar. Espero sinceramente que esteja em melhor situação.
ISTO SIM, me leva ás lágrimas, saber que um grande artista do passado, consome-se pelas drogas e não consegue manter-se e superar seus problemas.
Minha vovó ficaria muito triste.
Rotina e Flexibilidade no Trabalho
sábado, 11 de abril de 2009 Postado por Jenny Horta às 12:47:00 PM | Marcadores: educação trabalho cederj
Compreendendo... por que esta imagem anda cada vez mais rara, não só no Brasil, em todo o mundo??? O que nossos alunos encontrarão ao sair da escola?
Seguindo a idéia de postar os estudos deste semestre, começamos por Educação e Trabalho:
De acordo com o autor, podemos encontrar características do fordismo no mercado de trabalho atual, principalmente no setor informal e no setor de serviços.
Na atual fase do capitalismo, a indústria vive a transição da produção em massa, nos moldes de produção fordista, para uma produção flexível, originado no chamado toyotismo. Neste novo modo de produção, o trabalhador torna-se multifuncional, necessitando de maior especialização e escolaridade.
Não há mais a rígida separação entre aquele que pensa e o que executa. Como consequência, temos a diminuição da oferta de emprego formal, gerando autos índices de desemprego e maior incidência do trabalho informal, além da clara expansão do setor de serviços. Com a inovação tecnológica e crescente fluxo de informação, as pessoas precisam de permanente atualização para execução de múltiplas competências.
A presença de algumas características do modelo fordista é exemplificada pelo autor em duas atividades produtivas distintas: no estilo McDonald's de funcionamento de suas lojas e na venda de doces e balas no setor informal, presente nos sinais das ruas dos grandes centros urbanos no Brasil.
O ritmo acelerado do modo de vida do indivíduo contemporâneo, seja qual for a sua área de atuação, me parece um fator primordial para esta homogeneidade e rotina na prestação dos serviços, pois na maior parte das vezes, o consumidor necessita de rapidez e eficiência no atendimento. Ficamos cada vez mais exigentes e apressados!
Concluindo, somos engrenagens de um sistema cada vez mais complexo, onde a multiplicidade de tarefas, o excesso e velocidade das informações exigem um aproveitamento cada vez maior de nosso tempo diário.
FRAGA, Alexandre. Da rotina à flexibilidade: análise das características do fordismo fora da indústria. Revista Habitus: revista eletrônica dos alunos de graduação em Ciências Sociais - IFCS/UFRJ, Rio de Janeiro, v.3,n.1,p.36-43,30 mar.2006. Anual. Disponível em: www.habitus.ifcs.ufrj.br
Kolya - Uma lição de Amor e a Psicologia Infantil
segunda-feira, 6 de abril de 2009 Postado por Jenny Horta às 12:41:00 AM | Marcadores: filme psicologia cederj
Foto: http://www.65anosdecinema.pro.br/Kolya.htmKolya - Uma lição de Amor
Mas, antes tarde do que nunca! O filme é cativante e me surpreendeu. Recomendo ao amigo Prof. Robson, do Caldeirão e a todos que gostam de filmes do gênero.
É lamentável que ainda tenhamos esta forte influência comercial nas locadoras aqui no Brasil, pois procurei o DVD por aqui e não encontrei...
No filme Kolya, escolha alguma parte onde podemos perceber a identificação do menino com Luka, o músico, e discorra brevemente sobre ela.
Esta talvez seja uma das cenas preferidas da maioria dos que assistem ao filme por retratar com bom humor aquelas coisas que as crianças costumam fazer por imitação. Enquanto Louka tocava em um coreto num SPA, o menino também tocava seu pequeno violino (presente de Louka) do lado de fora, causando estranheza ao maestro. Uma engraçada e bela cena que nos mostra como as crianças se identificam com as atividades desenvolvidas pelos que a cercam e que, na maioria das vezes, poderão influenciar futuramente em suas escolhas, sejam profissionais ou não. O importante é que no dia a dia, elas constroem referências sobre o mundo, e principalmente sobre os adultos, baseadas em suas observações do real.
Quais transformações emocionais você descreveria na vida de Kolya e de Luka que foram decorrentes do encontro desse menino e desse homem?
Sem dúvida, talvez a maior transformação se deu na vida de Louka (Luka), pois o solteirão convicto e mulherengo solitário deu a volta por cima e reergueu sua vida, aparentemente assumindo seu romance com Klara. Tal fato fica subentendido ao final, mas é o que se espera.
Sabemos que a convivência dele com Kolya trouxe alegria e encanto para sua vida solitária e o levou a abrir seu coração para o mundo. Isso não significa que optar por não se casar seja negativo, mas ele não parecia realizado com isso. Para Kolya, a presença de uma figura paterna, mesmo que agora distante ocupará importante destaque em seu coração. Ele agora sabe que possui um grande amigo que o encoraja e ama, e isso é importante para toda criança. Um ponto marcante também poderá ser o gosto pela música, pois ao conviver tanto tempo com ela, certamente o despertou.
Se você assistir ao filme, coloque seu comentário para trocarmos figurinhas. Aguardo!
OBS: Falar da semelhança do ator com Sean Connery nem é necessário. Importante é falar de sua excelente performance. Sem dúvida, uma interpretação cativante além de altamente charmoso, né!A naturalidade em cena do pequeno Kolya também é deliciosa. Dá vontade de pegá-lo no colo!















