Que tal entrar na moda???

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 |



Uma mudança de hábito bem simples poderia fazer uma grande diferença. Antigamente, toda dona de casa possuía, ou seu carrinho de feira, ou um bom sacolão que levava para suas compras...
A "modernidade" (na verdade, o capitalismo selvagem disfarçado) na correria do dia a dia, nos obrigou a não mais utilizar estes recursos. Indo ao supermercado, encho o carrinho de materiais "descartáveis" e ainda levo "de brinde" milhares de sacolas plásticas!!
Atitudes e iniciativas como a da Empresa Natura nos faz pensar no volume de nossa responsabilidade como educadores, para combater este mal que degrada cada vez mais o meio ambiente, de uma forma estúpida e incoerente, baseando-se apenas no nosso comodismo. Por que não reservar uma sacola (ou várias) no carro, para fazer nossas compras?? Por que não sair de casa com uma???

Uma amiga enviou-me este texto e achei conveniente reproduzi-lo aqui. Não há como sair de casa para as compras e ficar de consciência tranqüila... EU, pelo menos, não consigo!

PARA ANALISARMOS E AGIRMOS URGENTEMENTE (antes de sermos aí imersos)

Um Oceano de plástico Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros .
Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. Ocean Plastic O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta. Tartaruga deformada por aro plástico A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?'
- 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha. Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave.
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_269410.shtml

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e pricipalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá Jenny. Acho muito importante essa sua postagem, parabéns. Aqui na nossa região, está começando um projeto bem amplo de propagação da idéia das sacolas feitas de "pano" ou outros materiais que não seham descartáveis. Ultimamente venho percebendo, a cada vez que vou ao mercado, pessoas que trazem sua própria sacola, ou sacolão. Imagina ir no mercado e comprar um simples barbeador e ganhar uma sacolinha plástica, já várias vezes disse obrigado mas vou levar no bolso. E penso que é nessas pequenas atitudes que se cmeça a mudança. Outra prática que vejo, é os próprios super-mercados oferecendo bolsas feitas de "pano" com seu slogan, para as pessoas.
Acredito muito que por meio dessas pequenas atitudes, podemos começar a construir uma nova consciência. E na escola temos um compromisso muito grande quanto a formação dessa consciência.

Abraços Jenny.

Jenny Horta disse...

É isso aí Luis! Se cada um de nós mudar um pouquinho, talvez nossos netos terão um futuro menos desolador. Parece piegas, mas já sentimos agora os efeitos das mudanças na terra...e eles?

Unknown disse...

Olá energia!
Confesso que cada vez que passo por aqui, tenho a certeza de que a as ações coletivas, são importantes..! Este ambiente revela o quanto tem contribuido para novas formas de aprender e nos leva a várias reflexões importantes e principalmente no que se refere a rede. Seu papel é fundamental na teia colaborativa. E por isso teu ambiente faz muito bem. Portanto quero convidá-la para visitar o Cultura na Rede, que lá postei uma matéria sua sobre acessibilidade . Espero que Goste!
Ab[]s
Luiz

juvite disse...

Adorei a reportagem.Tomara que muitas, muitas pessoas leiam.
Nasci numa família muito simples de pais analfabetos,mas nos ensinaram desde pequenos a preservar, plantar para mais tarde ter.Hoje ensino isso a meus alunos.Que exemplo recebi de pessoas que nunca ouviram falar em preservação e que já não fazem parte deste mundo: "Meus Pais Exemplares."