Voluntários para criação de Escola de Software Livre

domingo, 31 de agosto de 2008 |

Uma boa idéia deve ser divulgada. Por isso, divulgo aqui o início de uma iniciativa que precisa do apoio de todos os que defendem o uso do Software Livre na Educação. O pessoal de do eixo Rio-Niterói, principalmente, mas os colegas de outros Estados também podem ajudar!
A mamãe da idéia é a colega Sandra, que plantou a semente em seu blog . Lá você encontra um link para se filiar ao grupo e aí é só arregaçar as mangas.

Vamos lá pessoal!!

Às Voltas com a Literatura Infantil

quarta-feira, 27 de agosto de 2008 |


Como forma de preparo para a Oficina de alfabetização, que acontecerá amanhã em meu curso de Pedagogia no Cederj (UNIRIO) Niterói, vamos a algumas considerações sobre o assunto.
Antes de iniciar minha reflexão, vale uma divulgação: O BLOG do CEDERJ NITERÓI já está no ar! Uma ótima iniciativa da grande Vânia, nossa diretora do Polo. Agora quero ver o pessoal interagir por lá.

Uma das maiores dificuldades de professores e todos os que lidam, direta ou indiretamente com nossos jovens e crianças é encontrar o segredo de como incentivar a leitura, tornar este ato um prazer e estimular a capacidade de imaginação e ao mesmo tempo interpretação, levando-os a estabelecer vínculos com o texto lido.

Muitas vezes percebemos leituras feitas de forma mecânica, quase como uma obrigação. Quantos de nossos alunos já não nos confessaram abertamente ou mesmo resmungaram num cantinho: _ Ler é chato!

O primeiro passo a ser dado é perguntar-se: O que é literatura infantil? Para que ela serve? Quem é seu leitor?
Sem dúvida, preparar-se para apresentar a literatura as crianças já é um ótimo começo. Uma pergunta crucial se inicia: Que tipo de proposta funciona mais com os alunos?

Uma forma simples para iniciar esta análise é voltar ao seu tempo de criança e perceber que a literatura infantil tem a característica pecualiar de romper barreiras do mundo adulto, normativo ou pedagógico e apresentar o mundo na visão da criança, levando-a a compreensão de sua própria existência.

Cecília Meireles, em 1951já nos alertava que o gosto e a preferência da criança por uma obra é determinante para delimitar o que é literatura infantil e serve de antemão, para conceituá-la.

Uma boa leitura, enriquece a existência da própria criança, esclarece sobre si mesma, desenvolve sua personalidade enquanto representa seus conflitos do dia a dia. Ao deparar-se com conflitos numa história e encontrando possíveis soluções, vai percebendo também que em seu mundo real os conflitos existem, mas podem ser resolvidos.
Qualquer que seja o contexto em que procuramos definir a literatura infantil, precisamos então partir do pressuposto principal de que o texto deve dar a possibilidade de identificação do leitor (criança) com o texto lido.

Monteiro Lobato também mostrou que esse compromisso com a realidade infantil precisa existir. Essa cumplicidade só é possível quando o autor coloca-se ao lado do leitor e vê o mundo com seus olhos, ampliando-lhes as direções.

Assim sendo, concluo que dificilmente poderemos tirar o máximo proveito de um trabalho, se escolhemos o livro com o olhar e pensamento de adulto e educador. O ideal então é levar a criança, dentro das possibilidades do ambiente, escolher a leitura que deseja, pois assim, partirá dela o estímulo, facilitando e permitindo um maior fluxo de percepção e muito mais motivação por parte do pequeno leitor.

Um documentário imperdível

terça-feira, 19 de agosto de 2008 |


Crianças são perfeitas. Só esqueceram de enviar o manual de instruções!!

Que infância queremos para nossas crianças?
Ser criança significa ter ou estar na infância?

Brincadeiras a parte, este vídeo é para nos levar a reflexão tanto em nossa prática pedagógica, quanto no dia a dia com nossos filhos, sobrinhos, etc...
Só desejo a estas três, especialmente importantes em minha vida, UMA BELA INFÂNCIA!!!

Assista, reflita e comente:

A Invenção da Infância

http://portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=672&exib=5937

Ficha Técnica

Produção Monica Schmiedt, Liliana Sulzbach Fotografia Adrian Cooper, Alex Sernambi Roteiro Liliana Sulzbach Edição Ângela Pires Som Direto Valeria Ferro, Mário (Porto Alegre) Animação Tadao Miaqui Trilha original Nico Nicolaiesvky Edição de som Luiz Adelmo Narração Kiko Ferraz Assistente de Direção Camilo Tavares, Rosi Badinelli Assistente de Câmera Francisco Ribeiro, Cristiano Conceição Assistente de Produção Alberto Pietro Bigatti Assistente de edição Henrique Montanari, Alberto Pietro Bigatti Pesquisa Amabile Rocha Mixagem Luiz Adelmo Eletricista Wagner Gonçalves Música Nico Nicolaiewsky Motorista Jorge Pinheiro (Bahia), Wagner Machado (São Paulo) Assistência de Trucagem Rafael (Sapo) Material Gráfico Flávio Wild, Macchina Desenho de Imagem & Som

Prêmios

Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Bilbao 2000
Melhor Filme Latino Americano e Caribenho no Festival de Bilbao 2000
Melhor Diretor no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Filme no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Montagem no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Roteiro no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Diretor - 16mm no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme no Festival de Gramado 2000
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Tiradentes 2000
Melhor Filme Média Metragem no Grande Premio Cinema Brasil 2001
Melhor Curta no Images du Noveau Monde Quebec 2001
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de 16mm de Itaguatinga 2001
Melhor Curta no Short Shorts International film Festival Tokio 2002

Que tal entrar na moda???

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 |



Uma mudança de hábito bem simples poderia fazer uma grande diferença. Antigamente, toda dona de casa possuía, ou seu carrinho de feira, ou um bom sacolão que levava para suas compras...
A "modernidade" (na verdade, o capitalismo selvagem disfarçado) na correria do dia a dia, nos obrigou a não mais utilizar estes recursos. Indo ao supermercado, encho o carrinho de materiais "descartáveis" e ainda levo "de brinde" milhares de sacolas plásticas!!
Atitudes e iniciativas como a da Empresa Natura nos faz pensar no volume de nossa responsabilidade como educadores, para combater este mal que degrada cada vez mais o meio ambiente, de uma forma estúpida e incoerente, baseando-se apenas no nosso comodismo. Por que não reservar uma sacola (ou várias) no carro, para fazer nossas compras?? Por que não sair de casa com uma???

Uma amiga enviou-me este texto e achei conveniente reproduzi-lo aqui. Não há como sair de casa para as compras e ficar de consciência tranqüila... EU, pelo menos, não consigo!

PARA ANALISARMOS E AGIRMOS URGENTEMENTE (antes de sermos aí imersos)

Um Oceano de plástico Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros .
Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. Ocean Plastic O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta. Tartaruga deformada por aro plástico A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?'
- 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha. Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave.
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_269410.shtml

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e pricipalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.


Desde o início do ano, quando ingressei no curso de pedagogia da UNIRIO, pelo CEDERJ, resolvi criar um Blog para ele. Infelizmente, a correria causada pelas múltiplas jornadas que temos nesta vida, levou-me a desistir desta idéia. Como este já é um espaço para tal, já criado e moldado no meu tempo, vamos a partir de hoje, postar algumas reflexões relacionadas aos temas estudados e discutidos no curso. Conto com a contribuição de todos, seja dos colegas de curso, como também do pessoal dos Blogs Educativos, que certamente enriquecerá o aprofundamento das questões.

Para iniciar este estudo, a proposta é investir numa reflexão da prática alfabetizadora para a criação de uma estrutura que favoreça uma permanente formação.
O artigo que nos serve de base a esta reflexão encontra-se AQUI.
A principal questão é avaliar porque muitas crianças chegam ao final do ano letivo dedicado a alfabetização sem se apropriar efetivamente da linguagem escrita?
O tempo da escola e da criança são diferentes.
Tempo é questão subjetiva, múltipla e relativa.

É necessário reduzir o tempo da criança ao tempo da escola?
Mesmo reconhecendo cada criança como um sujeito histórico, possui seu modo peculiar no processo de appropriação da linguagem escrita, mas ainda temos a expectativa, por questões variadas, de que todas aprendam pelo mesmo caminho e dentro de um tempo determinado. Continuamos acreditando ser possível controlar o tempo e os modos de aprender , considerando uma NORMA para todos.

É preciso então, observar profundamente cada pista que determinado estágio da construção da escrita nos apresenta: muitas vezes, uma escrita através de desenhos ou sinais não lineares, que possui uma lógica diferente, mas além das aparências imediatas, que nos faz perceber que estas crianças pensam e veem o mundo de maneira diversa, mas não necessariamente errada.

Brincando com o TuxPaint

segunda-feira, 11 de agosto de 2008 |

Seguindo a linha do "aprenda com quem faz", meio que de brincadeira, fizemos este vídeo. O pequeno mestre aqui, como podem ver, manda muito bem na ferramenta e cria bastante! Pra delírio aqui da mãe coruja...
Mas nossa intenção aqui não é auto-promoção e sim, mostrar que toda criança, quando estimulada corretamente, poderá tirar o melhor proveito da tecnologia em seu aprendizado.

Aprendo quando me surpreendo...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008 |

Quando criança lembro-me que os momentos de maior conversa em casa era na hora do jantar. Depois da escola, tomava um longo banho (naquela época, não pensava ainda no meio ambiente e sempre precisava ser "retirada na marra" do banho...) e, esperando o jantar, sempre tinha mil novidades para contar.
_ Nossa! Hoje eu soube isso. Hoje eu vi aquilo... Vamos fazer isso..

Lembro-me perfeitamente de muitas atividades apaixonantes, surpreendentes que tive na escola! E com certeza, do que aprendi com elas.
Alguém pode pensar: _ Ah! Mas você então era uma privilegiada! Estudou numa boa escola, com professores qualificados, material adequado, etc.
_ Sim! Mas não é isso que queremos em nosso trabalho, em nossa escola?

Independente de todos os recursos disponíveis, SURPREENDER no dia a dia em sala de aula é a palavra-chave.

Lembrei-me do passado e de quanto fui feliz. Espero estar proporcionando ao menos alguns momentos desta felicidade aos meus pequenos alunos. Foi o que pensei ao ler esta entrevista, do Prof. José Manuel Moran, no Escola Conectada.
Vale uma boa leitura e reflexão:
http://www.escolaconectada.org.br/comunique/entrevistas/ver_ent.aspx?id=47